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Desabafos e Coisas

[[[ Por Frutinha - Vânia Filipa ]]]

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Dias assim

11 de junho de 2017

Há dias que começam bem mas que por alguma razão terminam menos bem.
O melhor é deitar a cabeça na almofada, esperar adormecer bem rápido e desejar que a noite nos limpe a alma.
Amanhã, amanhã será um dia melhor.

Cenas de dona de casa

9 de junho de 2017
Não me chateia ser dona de casa e ter de fazer uma data de lides domesticas, menos..... passar a ferro. A sério, eu tenho um problema qualquer com o ferro de engomar. Para começar não gosto de passar a ferro; acho uma tarefa chata, minuciosa e muito demorada para o meu gosto, e vai dai que vou evitando... evito hoje, evito amanha, e quando dou por ela já estou há quase uma semana sem passar a ferro e com três maquinas de roupa lavada ali em monte à espera de serem passadas. E é ai que o caldo fica entornado, porque se já não gosto de passar, gosto muito menos de o fazer quanto está um monte do tamanho do mundo. 
E todas as semanas o filme é o mesmo e penso "para a semana passo a ferro mais vezes para não juntar tanta" e vai dai e pumba........ fez-se um monte.

Hoje de manha eram 7h da manha e lá estava eu a passar a ferro um bocado do monte antes de ir trabalhar. Passei a ferro durante 1hora e picos e passei 13 Camisolas/camisas. Toda eu estava contente ao ver que já só faltava passar duas camisas e as calças de ganga, portanto hoje à noite a coisa ficava despachada num instantinho. Até que..........Reparei que o J. me fez o grande favor de apanhar a roupa do estendal ontem porque sai tarde, mas mete-o noutro sitio... portanto já tinha ali mais uma data de camisolas para passar. E depois percebi ainda, que já não me lembrava que ontem a noite tinha estendido mais uma maquina de roupa, e que portanto hoje à noite já vai estar sequinha e pronta para passar. Basicamente tive ali uma hora e meia a passar a ferro e continuo la com um monte do tamanho do mundo por passar (tipo umas três maquinas).
A sério ate me apeteceu gritar e arrumar a roupa enrolada em monte nas gavetas tipo os miúdos so para nao olhar para aquela porcaria tal era a neura. Mas porquê senhores? porque inventaram essa coisa de passar a ferro? Voto em sair a moda/lei de vestirmos a roupa tal como ela sai do estendal.


London - A viagem

8 de junho de 2017
Sou uma pessoa que tem uma relação de amor-ódio com as viagens. Adoro sair daqui para fora, adoro aquela sensação de ir conhecer sítios novos, e adoro a sensação de ir para o aeroporto á procura da porta de embarque e andar por ali a diambular de mala trás. Chamem-me doida mas gosto dessa sensação. Já a sensação de ir de avião não é das melhores e é ai que a coisa começa a descambar. Andar de avião para mim não é assim a melhor coisa do mundo e esse é um dos motivos para não viajar tanto (isso e acima de tudo ser uma tesa mas pronto); ainda assim ia psicologicamente preparada. "Vai correr tudo bem. vamos na conversa e tal e duas horas e picos de voo passam a correr". Eu juro que ia mesmo naquela de vai ser fixe e sem qualquer ideia doida.
Isto até termos levantado e pouco tempo depois começarmos aos abanões. Abana para cima e para baixo, abana para os lados e foi um abanar sem fim.... A sensação que tinha é que íamos num carro a passar numa estrada cheia de buracos grandes e a acertar neles todos. Não foi agradável. E quando a coisa acalmou ali 5 minutinhos e eu pensei "ufff ja passou" e começaram de vir os carrinhos do pequeno almoço a coisa descambou novamente e não houve pequeno almoço para ninguém naquele momento. E quando eu só pensava "esta merda nao passa?!?" o comandante fala e avisa que vamos apanha turbulência para permanecermos sentados. Oi?!? tive vontade de me levantar e bater-lhe. Então ja vínhamos ali ha meia hora aos safanões e ainda íamos apanhar mais? e Pior? Juro, juro que naquele momento pensei que nunca mais queria viajar e cheguei mesmo a verbaliza-lo ao meu namorado (para mal dos meus pecados e que agora só diz "então.... disses-te que não querias andar mais de avião"). Foi ali mais de uma hora com turbulência e a viagem não foi de todo agradável para lá, aliás foi mesmo desagradável e tive ali momentos que nem uma palavra disse tal era o estado de nervos. Ao fim de uma hora a coisa lá acalmou mas ia em tal estado que nem apreciei o resto do voo.
Depois de aterrar andei "doente" dois dias com a ideia que tinha de voltar para Portugal de aviao, ao ponto de gozarem comigo e dizerem para voltar de barco.
Claro que tudo correu bem, e não foi o fim do mundo, mas uma pessoa quando vai la em cima aos safanões so consegue pensar que aquilo vem cá tudo parar abaixo.
Felizmente que a viagem para cá foi super tranquila. (tirando o facto de chegarmos a Lisboa e meio aeroporto estar encerrado porque havia uma mala abandonada).
Resumindo.... ir a Londres foi bom, mas as viagens foi todo um acontecer de situações não propriamente boas. 
Mais coisas sobre Londres, num próximo post.



#london

5 de junho de 2017
Estive em Londres a semana passada, uns dias depois do ataque em Manchester, e uns dias antes do ataque deste fim-de-semana na London Bridge.
Tenho fotos lindas, adorei, e se nos dias a seguir vinha com a sensação de que por mim chegava, agora já estou com aquela sensação de saudades e já voltava. No entanto não posso deixar de sentir um nó no estômago e um aperto no coração ao ver as noticias dos últimos dias. Primeiro de tudo porque o meu irmão mora no Reino Unido bem próximo de Londres e só isso deixa-me num estado de ansiedade e medo que ninguém imagina, de tal forma que evito pensar no assunto para bem da minha sanidade mental. E depois porque estive naqueles mesmos sítios, e é impossível não pensarmos "podia ter sido eu, podíamos ter sido nós".
Confesso que ontem quase evitei ver as noticias porque me deixam de tal forma que quase me apetecia vomitar tal eram os nervos. 
Não consigo compreender tamanha monstruosidade. E nem consigo imaginar o sentimento das pessoas que moram por lá, o medo que devem sentir. Se eu sinto, se eu senti nos dias que andei por lá e se tantas vezes quando andava de metro ou estava em sítios mais fechados com muita gente me passava pela cabeça que caso houvesse ali um qualquer ataque morríamos todos. Lembro-me de estar no cinema 4D do museu de cera que fica bem la para o fundo, enfiado debaixo de terra, e só conseguia pensar que se acontecesse alguma coisa nem conseguíamos sair dali porque iamo-nos atropelar todos uns aos outros com o pânico. Acho piamente que é impossível não pensar nestas coisas, e acho que deve ser uma angustia terrível temermos pela nossa vida todos os dias.